|
Contramola
Parceiros
<% If sIdentif = False Then
Response.Redirect "http://www.radarmagazine.com.br/radar.asp?pagina=contramola?param1=cln_contramola010.asp"
End If %>
'E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor, está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?'
Caetano Veloso na canção 'Língua'.
'...à diferença do amor, que extravasa a toda hora, a amizade precisa ter seus diques.'
Chico Buarque no romance 'Budapeste'.
Parceria. Palavra que remete a companheirismo, cumplicidade e, até, sociedade. Muito mais para amizade que para amor. Ou não. Mas vamos lá!
São várias parcerias famosas no rock. A primeira (em importância) foi a de John Lennon e Paul McCartney, nos Beatles. Durante a década de 60 eles produziram alguns dos maiores clássicos da música popular mundial. Separadamente foram muito diferentes. A ponto de dificultar o entendimento da química perfeita que os unia.
A segunda ainda está na ativa (sim, estão!). Mick Jagger e Keith Richards dos Rolling Stones também compuseram nossos clássicos. O sexy symbol e o junkie. Roqueiros que beberam no blues, rivalizaram com a primeira parceria, criaram fama e, para alguns, deitaram e rolaram na cama.
A terceira, a quarta, a enésima, não fazem a menor diferença - na sua ordem, é claro. Basta enumerá-las e pronto. Cada uma terá sua importância, seja numa época, seja numa tribo. Mas elas também devem ser listadas. E, aqui, não há nenhuma classificação, dada a sua impossibilidade.
Roger Waters e David Gilmour compuseram alguns dos sucessos do Pink Floyd. E a parceria, neste caso, extrapolava a questão da autoria da canção. Era visível a mistura de estilos tão diferentes na construção das músicas. A amargura encontrava o pop e deste encontro saíram grandes viagens.
Há também a dupla do Led Zeppelin, Jimmi Page e Robert Plant. Outros roqueiros que também flertaram com o blues e ainda foram um dos pioneiros do heavy-metal. Morrisey e Johnny Marr dos Smiths, compunham canções alegres com letras tristes. Destruíram a dicotomia dos sentimentos e acabaram por reconstruir o rock nos anos 80.
Como ficou claro, citei várias parcerias que não mais existem. Mas todas elas, mesmo a dupla dos Stones, têm a sua semelhança. Todas funcionaram muito bem unidas, mas individualmente nem tanto.
Lennon teve uma boa carreira solo. Mas ouso dizer que foi porque arrumou outro parceiro. Yoko Ono era mais do que inspiração. Era o norte, a referência, a cúmplice do ex-Beatle. Se ela não assinava a autoria da composições, é claro que contribuía com muito mais do que palpites. Sua presença era o alimento para John.
Se Paul teve uma carreira de mais sucesso, também não chegou aos pés da antiga parceria. E também ficou apoiado, boa parte do tempo, em seu grupo, Wings, que de certa maneira não o deixava com tanta responsabilidade para atingir a qualidade esperada dele.
Jagger e Richard são grandes compositores quando juntos. Mas nenhum deles conseguiu algo substancioso em sua carreira solo. Nada que merecesse nota nas principais enciclopédias musicais. Nada além de discos de integrantes de uma banda. Como tantos outros.
A dupla de chumbo é responsável por verdadeiras porradas sonoras. Peso e melodia unidos de maneira única. Sozinhos, só fizeram algum alarde quando se aventuraram em antigos sucesso. E quando, juntos de novo, recriaram algumas músicas do antigo grupo.
Costumo dizer que o último disco do Pink Floyd foi 'The Wall'. O seguinte, 'The Final Cut' era um disco solo de Waters, enquanto os seguintes foram discos solos de Gilmour. E todos são bem fraquinhos. Roger é excessivamente melancólico e David exageradamente pop. Estes só funcionaram juntos. Separados, pode esquecer.
Por fim, Marr e Morrisey. Como dupla, mudaram a cara do rock na década de 80. Mas Morrisey nunca mais foi o mesmo, quer dizer, o poeta ainda está vivo, mas nosso assunto é música. E neste prisma, o dandy deixa a desejar, se comparado à sua própria obra com Johnny. Este último, literalmente sumiu. Uma aparição aqui, outra ali e nada mais.
Com tudo isto, podemos dizer que grandes parceiros nunca serão grandes sozinhos? A história parece dizer que sim, mas não acredito que seja uma regra. E se for, sempre teremos as exceções.
Henrique Martins
As opiniões aqui contidas representam apenas a posição do seu autor e não necessariamente da Radar Magazine.
Comente esse tema com Henrique Martins
|
|
|
|
|
Shopping
|
'Agora' - NX Zero - R$23,90 (ganhe mousepad)
|
'The Best of Radiohead' - Radiohead - R$29,90
|
'Viva La Vida' (Edição Especial Deluxe) - Coldplay - R$34,90
|
'Flavors of Entanglement' - Alanis Morissette - R$29,90
|
'Hard Candy' - Madonna - R$29,90
|
'Rockferry' - Duffy - R$24,90
|
'Live in Phoenix' - Fall Out Boy - R$23,90
|
'Dreaming Out Loud' - OneRepublic - R$24,90
|
'All The Lost Souls' - James Blunt - R$32,90
|
'Redenção' - Fresno - R$19,90
|
'Dois Quartos' - Ana Carolina - R$16,90 (duplo)
|
'Raridades' - Cássia Eller - R$14,90
|
'R.E.M. Live' - R.E.M. - R$79,90 (duplo)
|
'Rock Montreal' - Queen - R$38,90 (duplo)
|
'Live At the George' - Pearl Jam - R$89,90 (box 7 CDs)
|
|
|