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Dark Haus

O futuro do pop


<% If sIdentif = False Then Response.Redirect "http://www.radarmagazine.com.br/radar.asp?pagina=darkhaus¶m1=cln_darkhaus002.asp" End If %> As batidas são dançantes e poderosas. O ritmo é frenético e os vocais são cavernosos. O clima é obscuro. Pelas descrições, até parece o bom e velho EBM. Na verdade, trata-se de uma nova vertente da musica eletrônica, que pretensiosamente vem sendo chamada de future pop. Curiosamente, as referências do future pop vêm de longa data. É notória a referência de bandas como Depeche Mode (synth pop) e Front 242 (EBM).

A diferença no som do future pop se dá pela adição de elementos mais dançantes, originados do trance. E este parece ser o clichê do estilo, um mix entre synth pop-EBM-Trance. O interessante fica por conta dos climas obtidos nesta mistura, os toques de gothic/darkwave acrescentados aos hipnóticos efeitos trance que criam uma sonoridade singular, própria para dançar e viajar ao estilo deprê. Mas como toda regra tem exceções, em certas músicas os efeitos são exagerados e a tênue linha que os separa do techno/dance music se desfaz, soando como remixes grosseiros de músicas dos anos 80. A propósito, a experiência com remixes trance dentro da música obscura já produziu resultados desastrosos demais. Alguns trabalhos de remixes do Depeche Mode, New Order e Kraftwerk beiram o caótico e não prestam nem para trilha sonora de academia.

Lembro que os menos desavisados devem se precaver, pois o som não é tão pop assim e em muitos casos as diferenças entre o future pop e o EBM ficam apenas nos pesos e velocidades das batidas. Prefiro dizer que o som é uma das formas mais acessíveis do EBM/Industrial. Na Europa, a convivência desta vertente com outras mais ortodoxas é perfeitamente aceitável nas rádios. Cabe aqui um alerta para que as rádios brasileiras abram um pequeno espaço ao estilo, antes que seja tarde demais para correr atrás do prejuízo. Muitas destas músicas passariam muito bem em qualquer programação alternativa e/ou eletrônica. Em São Paulo, o estilo está restrito a poucas casas alternativas, enquanto na América e principalmente Europa, o gênero é explorado ao extremo. Vai de rádios, zines, revistas, fóruns, casas noturnas e até festivais.

Quanto às bandas, as preferências recaem sobre a tríplice-aliança:

Apoptygma Berzerk - banda norueguesa existente desde 1991, formada inicialmente por Stephan Grothesk e Jon Erik Martinsen, e que finalmente tornou-se um projeto solo do talentoso Grothesk.

Covenant - trio sueco formado por Joakim Montelius (teclados), Eskill Simonsson (vocais) e Clas Nachmanson (teclados). Têm como marca registrada os efeitos hipnóticos do trance.

VNV Nation - duo inglês formado por Ronan Harris (electrônica, letras e vocais) e Mark Jackson (bateria). Iniciaram sua trajetória como banda de abertura para o Nitzer Ebb na turnê 'Ebbhead' de 1990. Foram os pioneiros em utilizar o rótulo "future pop".

Pelo que parece o futuro será pop, no entanto prefiro pensar que continuará dark.

Segue uma pequena relação de músicas para descobrir o gênero:
- Apoptygma Berzerk - 'Eclipse'
- Apoptygma Berzerk - 'Mourn'
- Apoptygma Berzerk - 'Kathy´s Song'
- Covenant - 'I Am'
- Covenant - 'Tour De France'
- Covenant - 'Call the Ships To Port'
- VNV Nation - 'Industrial Love'
- VNV Nation - 'Stading'
- VNV Nation - 'Dark Angel'

Boa viagem,


Renato de Camargo

As opiniões aqui contidas representam apenas a posição do seu autor e não necessariamente da Radar Magazine.

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