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Dark Haus

Bandas invisíveis - 2a. Parte


<% If sIdentif = False Then Response.Redirect "http://www.radarmagazine.com.br/radar.asp?pagina=darkhaus&arquivo=cln_darkhaus004.asp" End If %> Continuando com a minha missão de (re)iluminar as mentes dauelas bandas que não devem (ou pelo menos não deveriam) ser esquecidas.

Clock DVA: tendo como influência o som experimental do Cabaret Voltaire, esta banda inglesa do início dos anos 80 fez sua estréia com um álbum que misturava som industriais com jazz e R&B, o que foi abandonado nos álbuns seguintes ('Thrist' de 1981 e 'Advantage' de 1983). A partir daí consolidaram seu som numa linha experimental ambient lembrando a trilha sonora de filmes de suspense.

My Life With the Thrill Kill Kult: estes representantes do rock industrial americano iniciaram a banda com o propósito de produzirem trilhas para filmes trash. Os filmes não evoluíram e a banda, que extraiu o nome de um dos filmes abortados, prosseguiu com seu rock industrial. Com o tempo, o grupo chamou a atenção do selo industrial Wax Trax! e iniciaram sua trajetória, a qual renderam músicas dançantes e pesadas, como 'Sex on Wheelz' e 'Do You Fear (For Your Child)'. O maior mérito da banda foi a inclusão da música 'After the Flesh' na trilha do filme 'O Corvo'.

Neon Judgement: um outro nome da Bélgica que junto com Front 242 merece lugar de destaque no mundo do EBM. O duo formado no início dos anos 80 pelo tecladista Dirk Da Devo e pelo guitarrista T.B. Frank sempre foram fiéis ao gênero New Beat e EBM, procurando o casamento ideal das batidas 4/4 com guitarras e outros efeitos eletrônicos. Em 1992, finalizaram contrato com a gravadora Play It Sam e o grupo se separou. Em 1995 voltaram e já lançaram dois novos álbuns (os quais não tenho referências).

Pink Industry: o som é bastante peculiar, apesar de soar bastante eletrônico, eles misturam bateria eletrônica, guitarras, baixo e outros efeitos obtidos com qualquer tipo de objetos (metais, botijão de gás, etc). A banda é formada pelo duo Jayne Casey (ex-Big in Japan) e Ambrose Reynolds (ex-Frank Goes To Hollywood). Além de conquistar um público fiel nos início dos anos 80, a suave voz de Jayne conquistou também Morrissey, a qual foi sua primeira namorada. A banda se desfez em 1985 e deixou apenas 3 registros de sua curta trajetória. No Brasil, o extinto selo Museum Obscuro/Cri Du Chat lançou uma coletânea batizada 'New Naked Technology'.

Red Flag: os irmãos Chris e Mark Reynolds fundaram o grupo em meados dos anos 80 na Inglaterra. O uso de sintetizadores e uma melodia pop foram o motor de arranque da dupla. Suas músicas lembram bastante Camouflage e Cause & Effect, porém o Depeche Mode sempre foi sua maior referência musical. Basta ouvir os hits 'Russian Radio' e 'If I Ever'. Desde 1995 lançam seus discos por selo próprio (Plan B).

Revolting Cocks: a formação parece assustadora - Alain Jourgensen (Ministry), Paul Barker (Ministry e Lard), Luc Van Acker (produtor belga), Chris Connelly (ex-Fini Tribe) e William Reiflin (produtor de Seattle e do Ministry). Porém o resultado é um rock industrial experimental e divertido. As músicas são uma mistura de samplers, guitarras pesadas, ritmos dançantes e barulhos adicionais. Sem contar os toques de irreverência nas letras. Considero a melhor banda paralela que pode existir. Diversão total no melhor estilo.

Enfim, os exemplos desta invisibilidade são inúmeros e até injusto não comentar nomes como Cassandra Complex, Celebrate the Nun, Cranes, La Float Maldita, Glove, Opera Multi Steel, Section 25, Vomito Negro, e tantos outros.

Esta releitura me fez concluir que é melhor assumir o risco de ser um dos poucos ouvintes de uma banda do que ouvir demasiadamente outras e demorar 10 anos para descobrir um tesouro que ninguém quis mostrá-la.


Renato de Camargo

As opiniões aqui contidas representam apenas a posição do seu autor e não necessariamente da Radar Magazine.

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