|
DR Rock
Adiós, Joey
<% If sIdentif = False Then
Response.Redirect "http://www.radarmagazine.com.br/radar.asp?pagina=drrock¶m1=cln_drrock001.asp"
End If %>
Morreu na páscoa passada, de câncer linfático, o célebre vocalista dos Ramones. A comunidade
Ramonesmaníaca está de luto. É o fim de uma era…
Joey, nascido Jeff Hyman em 19 de Maio de 1951, era originalmente o baterista da banda. Enorme e, como
diziam no antológico filme 'Rock´n Roll High School', muito, muito feio (ugly, ugly people!!!). Joey,
ainda nos primórdios, deixou as baterias para Tommy, que produziu o grupo, e Joey assume definitivamente
os vocais. Definitivamente não é força de expressão, pois a voz de Joey é parte da marca do grupo, assim
como os indefectíveis três acordes de cada música e as guitarras distorcidas ao máximo. Foi uma decisão
arrojada, para quem ganhou a primeira bateria de brinquedo num sorteio de cereal e, depois com 13 anos,
uma de verdade da avó.
A morte de Joey assegura o fechamento do livro dos Ramones, pois já não há mais nada a ser escrito, só
a ser lido, como têm sido geração após geração de clones descartáveis. Nem mesmo a dedicada tentativa
de C. J. Ramone, no album de despedida 'Adiós Amigos' nos dá esperanças. O show acabou.
Aqui no Brasil as coisas já iam mal antes desta perda, com as fatalidades envolvendo vocalistas de bandas
que marcaram época, como Renato Russo do Legião Urbana e Herbert Vianna dos Paralamas.
Assim, a morte de Joey soa como mais um sinal apocalíptico. As trombetas estão tocando, uma após a outra
e o som das rádios continua fraquíssimo, cada vez mais...
Minha little ramona me entende bem. Ela também já viu a luz e chacoalhou a cabeça.
Para quem não sabe, Joey nos seus últimos anos havia se tornado um vegetariano radical e praticava meditação
e yoga (não, não estou brincando - talvez agora me entendam…) Os headbangers foram uma versão moderna de
catarse, análoga aos ritos do oriente e preencheram o vazio que hoje é ocupado pelas raves, ao menos no
sentido dançante. Existe também aquele dito numa fábula oriental que se os tapetes forem de juta, ao
invés de de lã, suas franjas serão de seda, ao invés de de algodão. Muitos roqueiros podem não ter consciência
de que sua dança também era sagrada.
Ok, ele também defendia a liberação do aborto, ninguém é perfeito, mas as letras que pregavam direitos
civis ('Censorshit, < homenagem > a Tipper, esposa do vice-presidente Al Gore e defensora
da oficialização da censura nos EUA), outra antiga causa de Joey, e críticas sociais ('The Job That Ate
My Brain'), somados ao oceano de bobagens deliciosas de adolescência, como 'Beat On the Breat' (…with a
basebal bat), 'Teenage Lobotomy' e muitas outras mais pelas quais são famosos. Inesquecíveis as versões
das baladas ('Do You Wanna Dance'), surf musics ('Surfi´n Safari'), além de músicas para a TV e cinema
('Spiderman', 'Pet Sematary') que saíam dos amplificadores Marshalls. Essa combinação de irreverência,
inocência, com uma pitada de denúncia e muitas, muitas drogas fizeram a magia desse som.
Joey, desculpe não ter escrito antes, eu estava muito abalado… mas onde quer que você esteja, continue
no rock!!!
Adiós amigo!!!!
DR Rock
As opiniões aqui contidas representam apenas a posição do seu autor e não necessariamente da Radar Magazine.
Comente esse tema com DR Rock
|
|
|
|
|
Shopping
|
'Agora' - NX Zero - R$23,90 (ganhe mousepad)
|
'The Best of Radiohead' - Radiohead - R$29,90
|
'Viva La Vida' (Edição Especial Deluxe) - Coldplay - R$34,90
|
'Flavors of Entanglement' - Alanis Morissette - R$29,90
|
'Hard Candy' - Madonna - R$29,90
|
'Rockferry' - Duffy - R$24,90
|
'Live in Phoenix' - Fall Out Boy - R$23,90
|
'Dreaming Out Loud' - OneRepublic - R$24,90
|
'All The Lost Souls' - James Blunt - R$32,90
|
'Redenção' - Fresno - R$19,90
|
'Dois Quartos' - Ana Carolina - R$16,90 (duplo)
|
'Raridades' - Cássia Eller - R$14,90
|
'R.E.M. Live' - R.E.M. - R$79,90 (duplo)
|
'Rock Montreal' - Queen - R$38,90 (duplo)
|
'Live At the George' - Pearl Jam - R$89,90 (box 7 CDs)
|
|
|