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Sinal Aberto

Death Cab For Cutie

(por John B. Moore)

Death <% If sIdentif = False Then Response.Redirect "http://www.radarmagazine.com.br/sinalaberto/sinal.asp&arquivo=snl_deathcabforcutie_2008.asp" End If %> Apesar de ter mais de meia dúzia de discos, parece que o Death Cab For Cutie ainda tem algo a provar para os fãs de música depois deles terem sido contratados pela Atlantic Records. Seu primeiro lançamento por uma grande gravadora, 'Plans' (2006, pela Warner Music no Brasil), não apenas satisfez os fãs de longa data, mas conquistou vários outros.

A escrutinidade passou e o Death Cab está preparando seu próximo disco, intitulado 'Narrow Stairs', com uma leve mudança no tradicional som do grupo. Embora, com certeza, a banda não possa ser classificada como metal, as guitarras estão um pouco mais altas e o som um bocadinho mais provocante. Dito isso, as músicas ainda soam muito como em um disco do Death Cab.

Recentemente, o bateirsta Jason McGerr falou sobre o novo trabalho, sobre ser um baterista contratado e a beleza das paixões 'nerd'.

O que você pode nos dizer sobre o novo disco? Ele tem sido descrito como mais agressivo. Como você o descreveria?
Aventureiro, talvez. Uma maneira fácil de colocar é que é daquele tipo que nós levantamos nossas vozes. Eu descrevi discos no passado como 'Tranatlanticism' como inalação e 'Plans' como exalação. Antes de você dar um grande salto, você precisa respirar fundo, portanto este poderia ser qualificado como esta tomada de ar ou aquele pulo. É muito mais a culminação da banda ao vivo que nos tornamos. Eu não o vejo como uma coisa louca, sangrenta, aventureira, imensa como muitos parecem comentar, mas ainda assim é mais forte.


Ele ainda parece soar muito como um disco do Death Cab.
Esse é o ponto. Toda vez que você lê sobre bandas que dizem "Nós realmente queríamos sair dos trilhos com este disco para ser totalmente diferente. Nós nos isolamos por 18 meses..." Sempre que eu leio estas estórias e compro o disco, eu quero dizer, "É, cara, ainda soa como sua banda". Você não consegue se afastar totalmente de quem você é como banda. Ben [Gibbard] soa como Ben e as canções soam como canções do Death Cab e a produção soa como um disco do Chris Walla. Mas este tem, felizmente, trechos e pedaços de tudo que nós já fizemos no passado como uma banda bem como algumas coisas novas. Certa energia diferente, e está muito mais próximo da perspectiva de uma performance ao vivo ao invés de um álbum composto cirurgicamente.

Então, Chris produziu bem este?
Chris produziu este. Ele é o produtor. Ele tem a coisa toda na mente dele - o mapa da estrada de como tudo funcionará junto. Nós todos concordamos nisso e todos nós auto-produzimos nossas próprias partes, mas ele recebe o crédito como produtor. A única diferença deste álbum com o último é que nós chamamos outro engenheiro; o cara que cuida do som quando nós tocamos ao vivo. Seu nome é Will Markwell. Nós queríamos mais que Chris tocasse guitarra ao invés de sentar atrás do console desta vez, e isso nos permitiu capturar mais do que o som ao vivo da banda toda. O disco também foi bastante produzido por Walla, mas foi legal ter mais na sal outros pares de ouvidos em que confiávamos, mas que também poderiam ser transparentes quando necessário.


Você tem alguma faixa favorita no disco?
Eu gosto de muito de canções por razões diferente. Eu acho que 'Grapevine Fires' é uma das melhores canções que Bem já escreveu, mas eu adoro a energia que capturamos em 'Long Division'. É uma das canções mais divertidas que tocamos ao vivo.

Vocês já pensaram em lançar um disco ao vivo?
Nós temos um - o 'John Bird EP' de 2007' - e temos o DVD 'Drive Well, Sleep Carefully', mas quem sabe... Nós estamos gravando todos nossos shows ao vivo e pode ser que juntemos tudo em uma data futura. Eu não acho que nada surja imediatamente porque temos que trabalhar este disco por um tempo. E além disso, o resto do mundo está fazendo isso para nós quando você visita o YouTube. Você pode compilar seu próprio álbum ao vivo.


Você se juntou à banda em 2003?
Outubro de 2002, mas os primeiros shows foram feitos em 2003.


É estranho se juntar a uma banda cujos componentes estão juntos já a algum tempo ou você já conhecia os caras?
Eu conhecia os caras. Eu toquei em uma banda com Nick [Harmer] por três anos antes do Death Cab começar e aquela banda nunca fez nada realmente, mas nós tivemos um tempo juntos. Nós estivemos em algumas trincheiras e suamos e passamos muito tempo juntos como uma seção rítmica. Há anos eu conheço Ben e Chris de Bellingham [Washington, EUA], quando todos estavam na escola. Nós saímos juntos e erámos contemporâneos, íamos uns nos shows dos outros. Em diferentes momentos, eles haviam me pedido para tocar na banda. O momento nunca havia sido o certo até antes de 'Transatlanticism'. Eu e Nick acertamos de preencher os postos de baixista e baterista daquela banda, Juno, e uma noite depois de ensaiar nós conversamos e dissemos “Por que não tocamos juntos?” Nós tínhamos esta paixão musical por anos e admirávamos o que o outro fazia. Eu achava que eles eram uma ótima banda e então respondi "Nós deveríamos apenas trabalhar juntos no próximo disco". Ele foi embora e conversou com a banda e, encurtando a estória, nós nos reunimos e quando começamos a tocar foi como "Oh, então é assim que se sente com uma boa química". O resto é história.


No passado, você tocou bateria para várias bandas diferentes, como Tegan & Sara. Existe alguma outra banda ou pessoa com quem você tocou ultimamente?
Este cara chamado Matt Nathanson. Eu fiz metade de um disco com ele no ano passado. Existe um longo catálogo de coisas, mas a maioria delas ou está fora de catálogo ou é difícil de achar. Tegan & Sara foi o maior lançamento comercial do qual fiz parte.


Você curte a oportunidade de poder tocar canções fora de sua banda principal?
Definitivamete. Literalmente, você tem que vestir uma roupa diferente para trabalhar. Como baterista de uma banda, eu não estou lá como um baterista contratado. Não sou um cara que a todo tempo está a procura de contrato para fazer algum material. É uma pessoa que está envolvida na maneira de tocar ou no som que obtém, o que me dá muita liberdade para tentar várias coisas que tipicamente eu não poderia. Essa é a parte mais divertida.


Então você tocará no próximo álbum do Slayer?
(Risos) Eu daria tudo por isto! Seria um sonho se tornando realidade, ser um baterista incógnito que toca em todos estes diferentes discos que você nunca jamais adivinharia quem é.


O clipe de 'I Will Posses Your Heart' parece um empreendimento grande, filmado em várias partes do mundo. Vídeos são importantes para vocês?
(Risos) Tudo é importante para nós. Todos na bandatem um interesse enorme em tudo que é criativo, do trabalho de arte ao tipo de fonte usado na letra e tudo mais... Todos meus companheiros de banda mergulham de cabeça em coisas como essas. Porque todos temos essas paixões super-nerds com relação ao esforço criativo, nós todos temos muitos amigos que compartilham estas mesmas paixões, como Aaron [Stuart-Ahn, que dirigiu o clipe].

20/6/2008

 
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